sábado, 1 de agosto de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

Descanse em paz

Após tantas horas de caminhada, tantos momentos a dois, tantas cumplicidades e alegrias partilhadas, ele partiu. Deixou um vazio insubstituível, uma conversa inacabada, uma sinfonia tocada em surdina...e partiu. Deixou-me abandonada à minha sorte, entregue a uma comoção profunda...e partiu! E eu, que não costumo ser rancorosa, travei-me de razões com ele e quis saber o porquê. Abanei-o, insultei-o mas de nada serviu: o derradeiro passo estava dado. Exalou o último suspiro...e partiu. 
Sacana do estupor que se esteve nas tintas para as minhas súplicas. Toma! Pensavas que ficava a lamentar-me e a suplicar quanto tempo? Ja cá canta outro que me vai fazer esquecer de tudo o que vivemos os dois. Sacana! Malvado!
Maldito! Raios partam ó telemóvel que resolveste avariar quando mais precisava de ti! 


quarta-feira, 4 de março de 2015

No amarelo da carris



 Este sábado aproveitámos o dia de sol e pusemo-nos, mais uma vez,  à "descoberta" de Lisboa. 
Desta feita, viajámos de eléctrico no museu da carris e viajamos também no tempo, numa visita pelos transportes que marcaram as varias épocas da nossa cidade. 
Eu, o pai e a T. lá fomos percorrendo os espaços do museu, enquanto riamos deliciados com o entusiasmo da nossa miúda tão curiosa. Tudo foi uma festa e adorou inspecionar tantos veículos, todos por sua conta. Teve ainda o privilégio de "conduzir" o eléctrico ao colo do guarda freio, de poder subir as escadas dos autocarros de 2 andares ou de correr,  alegremente, no corredor dos eléctricos mais antigos. 
Foi um sábado bem passado, onde também nós gostámos tanto do que vimos, sobretudo de ver a pequenota tão interessada por tudo o que a rodeava. Acho também importante que desde cedo se desperte a curiosidade dos mais pequenos para este tipo de visitas e de lhes dar a conhecer a nossa história,  o nosso passado, as nossas tradições, para que possam crescer a respeitar a nossa herança cultural.  Nós, por aqui, já estamos a "trabalhar" para isso! 
No domingo o programa foi bem diferente. Pela primeira vez a T participou numa produção fotográfica de uma marca de roupa infantil, a Jôkids design e portou-se à altura. Fotografada pela P do blog Angel Luzinha e com as roupas amorosas da J, esteve deliciada no meio de tantas crianças, especialmente na companhia dos primos C e P. Foi uma manhã bem passada, onde o tempo esteve a nosso favor e onde reinou também a boa disposição. 
 
E esta semana, parece que o bom tempo vai dar um ar de sua graça e a primavera vai fazer-se anunciar. Venha o sol, que nós aguardamos an-si-o-sa-men-te. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

É 3a feira, feira da ladra...

No sábado,  o nosso passeio por lisboa levou-nos a um dos lugares da minha infância e juventude: a feira da ladra. Aproveitando que a B. estava por lá a vender com as amigas (o que, alias, também me fez recordar outros tempos), demos um saltinho ao campo de Santa Clara. Embora de vez em quando passe por lá ou vá jantar ao Santa Clara dos Cogumelos, em dia de feira já não recordava a ultima vez que fui para aquelas paragens. E foi tão bom rever aquela energia, o colorido e o movimento das gentes. 
Turistas, muitos, o que enriquece o ambiente. Um cafezinho simpático à porta do antigo mercado, onde outrora a minha mãe me comprava uma fartura no sr. do carrinho amarelo. As melhores que já comi! Dentro do mercado, tudo diferente. Ao centro ficavam as bancas dos legumes, à volta, o peixe, é o que recordo. Hoje, o espaço é amplo, com alguns produtos gastronómicos e cerâmicos  para vender e ao fundo, um improvisado restaurante. Alguns cartazes anunciavam cursos de culinária, workshops, mas mesmo assim, achei o espaço subaproveitado. Bonito, mas a precisar de maior dinamismo. 
Cá fora, mais bancas de antiguidades do que recordava noutros tempos, menos roupa, menos calçado, menos discos, mas mais feira da ladra, de quinquilharias e pequenos achados. 
Numa feira que remonta ao séc XIII e que passou por tantos lugares como o castelo de S. Jorge, o Rossio ou o Campo de Santana,  sentimos ao passear por ali que aquele espaço é hoje mais turístico do que dos lisboetas e ao fim do dia, quando a ultima barraca se desmonta, ficam aquelas paragens adormecidas, até ganharem vida no próximo dia de feira. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cheirinho a outono

Hoje de manhã pusemos a mão na massa lá na escola  e fizemos tarde de abóbora com nozes. O objetivo é participarmos no mercadito de S. Martinho e angariarmos dinheiro para a viagem dos finalistas. Escolhi esta receita com abóbora porque me pareceu deliciosa e em tempos comi uma que adorei. Os meninos ajudaram e foi uma manhã divertida. Tão divertida, que quando cheguei a casa resolvi repetir. Espero que esteja deliciosa...

Base: 
massa quebrada de compra ou feita. 
Recheio:
1 kg de abóbora cozido e reduzido a puré
4 ovos
4 dl de natas
150g de açúcar amarelo
1 colher de café de noz moscada
1 colher de chá de canela
Nozes partidas em pedacinhos qb
Confeção:
 Junte os ovos à abóbora previamente escorrida e reduzida a puré e mexa. Deite o açúcar amarelo. Eu usei açúcar branco porque as caipirinhas consumiram o stock de açúcar amarelo cá de casa durante o verão :-)
Em seguida juntei as especiarias, mexi e deitei as natas e por fim envolvi amêndoas porque não tinha nozes. Adulterei um pouco a receita, mas amanhã vou comparar como fica melhor, quando provar a da escola à tarde e a de casa à noite. Em seguida vou provar as calças e constatar que me estão mais apertadinhas. Não se pode ter o melhor dos dois mundos, certo???
Boas culinárias. 



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Saudável doçura


A minha mãe deu-me uma courgette enoooorme que iria demorar umas quantas sopas a gastar. Como para gratinar prefiro as mais pequenas, pensei em dar-lhe outra utilidade. Falaram-me do bolo de courgette e vai daí, fui à procura da receita. 
Esta é uma daquelas receitas que eu gosto, simples e rápida, que adaptei para fazer na bimby. Além disso, fiz também a dobrar, porque achei que ficaria um bolo pequeno e não me enganei.  Foi assim:
180 g de courgette 
150 g de açúcar 
120 g de óleo
190g de farinha
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela
Raspa de um limão
1/2 colher de chá de sal. 
Na preparação, não estive com grandes cuidados e misturei quase tudo ao mesmo tempo. Segui os preceitos do bolo de cenoura e ralei a courgette, juntei o açúcar e os ovos. Mexi bem, deitei os outros ingredientes, sendo a farinha o ultimo. Foi a cozer a 180º e pronto, saiu um bolinho apetitoso, fofinho e nada, nada seco. Tem um agradável saBor alimão e canela e garanto que nem por sombras sabe a courgette. Este  vou repetir! 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Porto Sentido

Nas nossas férias pelo norte, demos um saltinho até ao Porto e mais uma vez ficámos rendidos a uma cidade magnifica. Gosto das ruas movimentadas com turistas a deambular em cada canto, das mulheres que assistem ao passar dos dias na soleira das portas, do rio que se deixa enamorar por cada ruela da ribeira, das duas margens do Douro que dão as mãos para encantar quem o cruza.  Gosto do seu ar burguês com certo toque provinciano. Gosto e pronto! Claro que as minhas raízes nortenhas traem-me. Não sou indiferente à musica do sotaque das suas gentes, às casas com as suas janelas de guilhotina, aos solares cheios de altivez que resistem ao passar do tempo. E depois há o comercio, as lojas tradicionais que resistem lado a lado com as lojas de todo o lado, as confeitarias e os cafés tradicionais, restaurantes novos numa cidade que surpreende em todas as frentes. 
Nestes saltinho ao Porto, viemos rendidos e cheios de vontade de voltar. Há ainda tanto para ver! E isso é ainda mais aliciante: voltar para ver o que não vimos e depararmos-nos com uma surpresa ao cruzar de cada rua. E viva o Porto. 



Na ribeira, pela manhã, com a ponte D. Luis ao fundo. À direita, espreita a serra do Pilar.



A melhor francesinha do mundo, é no restaurante Lado B. Nós provámos e aprovámos.