sábado, 23 de abril de 2016

E de repente...21

Há 21 anos a nossa vida mudou para sempre. Fizemos planos para um e de forma imprevisível (e são assim até hoje) fizeram das suas e resolveram ser dois. Pensávamos que eram dois meninos e, outra partida, resolve chegar uma menina também. A cabeça andou à roda e nem houve tempo para pensar se estaríamos à altura de tamanha responsabilidade. Apareceram, fizeram-se notar e preencheram a nossa vida completamente. Esses momentos recordo-os até hoje como se tivessem sido mesmo agora. E sem dar conta, saltaram-me do colo, correram pela vida fora e tornaram-se dois adultos. Com responsabilidades, com objetivos bem traçados (e alguns desvios pelo caminho,  sinónimo de que sabem bem o que querem e sobretudo com valores que fazem de vocês alguém de quem nos orgulhamos até ao infinito! 
Duas pessoas fantásticas, diferentes,  mas tão, tão iguais no amor que vos temos. 
Obrigada por tudo o que nós ensinam todos os dias, pela alegria que transmitem, pela generosidade com que partilham a vossa vida connosco. São os filhos que desejamos, que ansiámos e que amamos até ao infinito. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Há fins de dia difíceis...

Saio da escola para mandar arranjar o gadget de um dos meus filhos. 
Mais de 1/2 hora na loja e rumo a outra paragem. Chego à loja seguinte, onde quero trocar um artigo por outro igual do tamanho acima. Nada feito sem talão, diz-me a sra. da loja. Bolas, se fosse na zara estava tudo resolvido e pronto. Mas era 100% português. Pimba! E era mesmo por um artigo igual. E sei o dia em que comprei...e sei quem vendeu. Tem etiqueta e tudo. Nada! Volta com talão ou nada feito! Tanto tempo para estacionar o carro e em vão! 
Dirijo-me a casa. Não há lugar para estacionar, nem bem nem mal. Desço a rua, atravesso o largo e os seus demorados semáforos. A T começa a chorar porque quer fazer xixi. Bolas! Quem a mandou beber tanta água na loja de informática??? Subo uma rua, desço outra, viro aqui e ali, passo um amarelo e a miúda continua a chorar. Entro novamente na minha rua no sentido ascendente mas os lugares de estacionamento continuam inexistentes. A miúda chora cada vez mais. Não há tempo a perder e na minha cabeça faço o filme: carro com xixi, tirar a cadeira, carregar com ela para casa, lavar, não secar até amanhã...paro o carro no meio da rua e toca a fazer xixi mesmo ali. Passa uma vizinha que olha, sorri e eu retribuo o sorriso amarelo...cor de urina, talvez. 
Coloco-a no carro e seguimos viagem. Dou a volta, desço a rua e consigo parar o carro em frente a um portão (semi-abandonado!).
Rumo à loja do chinês e compro uma coleira, porque o Bill fez o favor de roer a sua num ataque de ciúmes. A dona da loja, simpática, tenta conversar comigo mas estou apressada e saio, com um sorriso fugaz. Rumo à frutaria (do chinês) e compro o que preciso. Maçãs, kiwis, corgette. Dou um saco à T, que adora ajudar. O dos kiwis, mais leve e fácil de transportar...e saímos. Eu, carregada com sacos, mala, dois casacos e uma boneca enorme. Ela, feliz e contente pela rua acima. Até que deixa cair o saco, rebola um kiwi que eu apanho. Apanho o saco, que ela agarra, para logo o deixar novamente cair. E caem TODOS os kiwis, e correm rua abaixo como quem ganha vida e resolve ser dono do próprio destino. E eu corro também! Os lugares de estacionamento que não existiam, existem agora e nem um carro segura os malditos, que teimam em correr. Mas eu corro também e apanho-os, quando ficam imobilizados num canteiro. Agarro-os, agarro o saco, agarro a filha, agarro a chave de casa e é desejo seriamente que alguém me agarre e me deposite no sofá para eu descansar. Há fins de dia difíceis!!!


domingo, 18 de outubro de 2015

Divertida viagem...

20 minutos à espera do autocarro 500. Ele chega e os amigos espanhóis batem palmas: estiveram 1hora à espera😩. Estarmos no autocarro (à pinha) e na paragem seguinte entra um tripeiro que reclama do tempo de espera. O motorista lá responde que a culpa é do Passos Coelho e de quem votou nele. O passageiro, até então zangado, rapidamente se torna solidário do motorista, a quem dão cada vez menos condições de trabalho. Fico a saber que nenhum dos dois votou no P.C.  e os dois estão juntos no mesmo barco da insatisfação. Tornam-se amigos. Entretanto, mais à frente, junto à porta de saída, um homem fala num tom de voz acalorado. Sobre quê? O ódio contra os judeus. Motivo: nem uma todinha de 0,20€ põem no túmulo de Aristides S. Mendes. Porque somos assim. Um povo que se agacha, que lambe as botas aos outros, que nem bomba atómica tem, que esconde a piça aos outros países (eh lá!). Uma turista espanhola ouve-o com aparente atenção, aguenta-se com os perdigotos e acena com a cabeça em ar de concordância. Nós, saímos na ribeira a morrer de rir com aquela viagem tão surreal. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Parabéns a você...

O centro comercial Amoreiras ontem fiz anos e houve festa de arromba. O ponto alto foi o concerto do António  Zambujo, que cantou  e encantou. De repente, senti-me nostálgica e recuei 30 anos no tempo, até ao dia em que li no jornal a notícia da inauguração e das 2h que o governante que a inaugurou tinha demorado a percorrer todo o espaço. De facto, o centro comercial era monumental, imenso, magestoso. Especialmente para quem só tinha o Imaviz ou o centro comercial Alvalade. Era verdadeiramente "uma cidade dentro da cidade". 
Eu, com a curiosidade própria dos meus 15 anos, lá fui com a minha mãe alguns dias depois, no dia do meu aniversário, conhecer o lugar de que de falava. Rua acima, era só seguir o fluxo de gente que caminhava para lá. Na porta, as pessoas acotovelavam-se e os corredores estavam apinhados de curiosos. Eu, confesso que fiquei fascinada com o que vi: era a época das croissanterias com croissants de chocolate e doce de ovos, e lá havia. Havia também pizzaria e hambúrgueres, lojas de roupa e de discos, tanta coisa concentrada num único espaço. 
Com o passar do tempo, o Amoreiras foi entrando cada vez mais na minha rotina, dos passeios com as amigas aos encontros de namoricos ou nas idas às compras. Depois, algum tempo mais tarde, tornámos-nos ainda mais próximos e ficámos vizinhos de freguesia. Passei a ver as torres logo pela manhã, da minha janela, a correr ao supermercado quando faltava alguma coisa de repente na dispensa, a comprar a roupa para os miúdos (e lá existiam as lojas mais cool dos anos 90!), a ir lá ao cinema, ou simplesmente a fazer tempo enquanto esperava pelos filhos, que já eram pré-adolescentes e tinham direito às primeiras saídas noturnas (e é também o centro comercial deles)
Pelo meio aconteceram muitas mudanças, muitos centros comerciais surgiram, mudaram as lojas, mudaram-se hábitos de consumo, mas o Amoreiras continua a ser o MEU centro comercial. Se há coisas que está enraizada no meu quotidiano, é dar "um saltinho às Amoreiras" e acho que esse hábito não vai mudar tão depressa. 
E foi bom sentir que eu mudei, o centro mudou, mas há sentimentos que não mudam! 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Em dia de feira...

Quem me conhece bem, sabe que me perco por uma feira. Nem todas me servem, claro. Sou elitista! Se a feira for cheia de bancas arrumadinhas, com roupinha direitinha, pendurada no seu cabide, da marca Nando's collection, Jessica Fashion ou afins, não me convidem. Agora se a feira for cheia de barracas, com roupa aos molhos, etiquetas cortadas para não se ver a marca (que até é genuína) e muita gente a remexer...oi, estou lá caída!!! É o meu exercício predileto, sem dúvida.
Por uma linda T-shirt eu faço agachamentos, eu pratico alongamentos, eu não descuro os abdominais e se tentam tirar-ma da mão, eu recorro ao pugilato! Qual ginásio, qual quê! A recompensa é uma peça muuuuito gira, mais cara do que na Primark (!!!) mas em bom, que não encontro igual quase de certeza "-ó menina, essa ia para exportação por 120£. É marca boua!". Ou se tenho igual, tive que encher o cofre da inditex e o bolso do sr. Ortega.
Além do mais, é sempre uma manhã divertidissima, à procura daquela bancada que era ali mas já não é, que no ano passado tinha umas linhas e uns fechos que davam jeito e onde dou dois dedos de conversa com o sr. Das Cestas que não conheço mas que ficou meu amigo para a vida. 
A parte má, é que não há ar condicionado (o sr. Ortega tem e a Primark também), os carrinhos de bebé vão contra nós e os Rubens e as Carinas fogem das mães, que lhes oferecem "uma galheta, carago!" e que vêm contra nós em grande velocidade. Mas isso é que torna a feira ainda mais especial. 
No mês de Agosto, as feiras do Norte tem ainda maior colorido, com o movimento dos emigrantes, a algaraviada de sotaques diferentes e os sorrisos dos Ti Maneis que vendem mais num mês do que num ano inteiro. Venham eles, que fazem-nos falta! Não seria igual o Agosto nem a feira.
E vocês? Quem gosta de "enfeirar",  aqui como esta mulher do povo?

As minhas compras da esq para a dirt e de cima para baixo:
Túnica oisho 3€; poncho em lã HM 3€
Calças para a T. 2€; vestido boho 5€ (o tal para exportação); s-shirt 5€; T-shirt 2,5€




Vestido stradivarius mega piroso mas que vai tornar-se um vestido de princesa top, que fez as delícias da T como se vê pelo sorriso, 2€ ( pela alegria dela, valia muuuuuito mais!); fitas, elástico, fechos, porque faz sempre falta, 3,40€
E para finalizar, a cesta do tempo da minha avó, igual a outras que já tive, que me lembra a minha infância, o meu Minho e as nossas tradições, 20€

Ainda faltou o pão, a regueira e a chouriça, mas daqui a pouco pode ser que volte lá! 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Blá blá, blá

A Teresinha gosta de calor e não de xio. Não é comilona mas anda a treinar para comer bem com a xaca. Adora beber coca cola mas também gosta de uágua. Pela-se por cuculate e não nega que é gulosa.
É vaidosa e por ela, todos os dias vestia xaia. Mesmo quando são calções, se forem largos, ela não dá o braço a torcer e admite que são calções "mas paiece uma xaia". É fascinada por "altos saltos", enfeita-se com colares, pinta as unhas e os lábios como a "titis". Põe o gancho como a Rita e "perde-se" com cabelos compridos.
É a menina do papá e adora chatear os irmãos. "Gaxo (Vasco), o pai é meu poque eu bi pimeiro!"
"Pai, eu goto de ti poque eu ti amo."
É do FCP (influências do irmão T.) e sabe que o Miguel Aujo mora no Porto.
Diz que é "muito gande" mas quando quer colo, assume que é "um cadinho piquinina". 
Não tem medo de animais, gosta de praia e de dar mergulhos. É engenhocas e adora mexer nas ferramentas do pai. Tendências para engenharia? 
É gosona, refilona e adora dizer a última palavra. Quer ser sempre o centro das atenções (porque será???)
Adora expressar a sua felicidade com um "agora é que estou a ficar mesmo contente!
É alegre, extrovertida e enche a casa e o nosso💗💓💓💓💓💓


sábado, 1 de agosto de 2015