segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

É 3a feira, feira da ladra...

No sábado,  o nosso passeio por lisboa levou-nos a um dos lugares da minha infância e juventude: a feira da ladra. Aproveitando que a B. estava por lá a vender com as amigas (o que, alias, também me fez recordar outros tempos), demos um saltinho ao campo de Santa Clara. Embora de vez em quando passe por lá ou vá jantar ao Santa Clara dos Cogumelos, em dia de feira já não recordava a ultima vez que fui para aquelas paragens. E foi tão bom rever aquela energia, o colorido e o movimento das gentes. 
Turistas, muitos, o que enriquece o ambiente. Um cafezinho simpático à porta do antigo mercado, onde outrora a minha mãe me comprava uma fartura no sr. do carrinho amarelo. As melhores que já comi! Dentro do mercado, tudo diferente. Ao centro ficavam as bancas dos legumes, à volta, o peixe, é o que recordo. Hoje, o espaço é amplo, com alguns produtos gastronómicos e cerâmicos  para vender e ao fundo, um improvisado restaurante. Alguns cartazes anunciavam cursos de culinária, workshops, mas mesmo assim, achei o espaço subaproveitado. Bonito, mas a precisar de maior dinamismo. 
Cá fora, mais bancas de antiguidades do que recordava noutros tempos, menos roupa, menos calçado, menos discos, mas mais feira da ladra, de quinquilharias e pequenos achados. 
Numa feira que remonta ao séc XIII e que passou por tantos lugares como o castelo de S. Jorge, o Rossio ou o Campo de Santana,  sentimos ao passear por ali que aquele espaço é hoje mais turístico do que dos lisboetas e ao fim do dia, quando a ultima barraca se desmonta, ficam aquelas paragens adormecidas, até ganharem vida no próximo dia de feira.