domingo, 15 de maio de 2016

Viagem no tempo..,há 18 anos

Há 18 anos inaugurava-se a expo 98. Folheando a revista Elle da época, Simoneta luz Afonso era a comissária do pavilhão de Portugal. Fazia-se anúncios a promover às vantagens da lycra, Barbara Guimarães, com 24 anos, era entrevistada para falar de moda. A área chamava-se habitat, yves Saint Laurant festejava 40 anos de carreira, Pierce Brosnan era 007 e fazia anúncios para a Omega. O império Inditex já dava cartas na moda e uma camisola acessível na Massimo Dutti custava 7.950 escudos. Os sapatos usavam-se quadrados, o cinzento era a cor da estação e as Pringles chegavam a portugal. 
Há minha vida chegava o Tomás, 3650 de bebé, calmo e com olhos grandes, que queriam "comer" o mundo. 
De lá para cá, muita coisa mudou, mas se houve coisa que não mudou foi o meu amor por ele, pelo bebé que às vezes ainda vejo quando o olho e quando me esqueço da altura, da voz grossa, da capacidade de decisão e da independência. Um amor cheio de orgulho na pessoa que se tornou. 
Provavelmente o Tomás nunca irá ler tudo isto porque (apesar de todo o meu amor) bloqueou -me no facebook e excluiu-me das suas amizades. Da sua vida, não me exclui e é tão bom quando nós abraçamos apertadinhos e parece ainda o menino que já só eu vejo nele. E 3s depois irei ouvir "ó mãe, pare com isso!) e eu sorrio e percebo que é mesmo assim que eu gosto dele e gostava que nos abraçacemos a vida inteira. 
Parabéns Tomás, e que a vida te sorria sempre. 



quinta-feira, 5 de maio de 2016

Fins de tarde que eu gosto...

Hoje foi dia de irmos escolher a vela para o batizado da T. Fui comprá-la onde comprei as dos irmãos, nas Velas do Loreto e curiosamente, praticamente igual às dos gêmeos, mesmo 20 anos depois. Uma loja que eu adoro, meio mágica, simples e ao mesmo tempo, imponente. Depois, perante o cheirinho da Manteigaria União, não resistimos e lá fomos ao pastelinho de nata. E que sabor! Deliciosos e quentinhos, a rivalizar com outros que adoro, que em matéria de pastel de nata eu sou entendida! E a T vai pelo mesmo caminho e não lhes resiste! Nem ela, nem as dezenas de turistas que encontrámos de caixas na mão. Uma febre lisboeta! 
Depois, ainda houve tempo para um passeio pelo largo de Camões, que finalizámos com a compra de um raminho de espiga, ou não fosse hoje 5a feira da Ascenção. Trigo a simbolizar o pão, papoila para o amor, malmequer pela fortuna, alecrim a lembrar a saúde e videira a representar a alegria. Um raminho que vamos pendurar aqui em casa, para nos trazer tudo isto até ao próximo ano. 

"Não se come pois não? Então não me interessa!"
" O meu cão é giro, mas a estrela da festa sou eu, certo?!"