segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cheirinho a outono

Hoje de manhã pusemos a mão na massa lá na escola  e fizemos tarde de abóbora com nozes. O objetivo é participarmos no mercadito de S. Martinho e angariarmos dinheiro para a viagem dos finalistas. Escolhi esta receita com abóbora porque me pareceu deliciosa e em tempos comi uma que adorei. Os meninos ajudaram e foi uma manhã divertida. Tão divertida, que quando cheguei a casa resolvi repetir. Espero que esteja deliciosa...

Base: 
massa quebrada de compra ou feita. 
Recheio:
1 kg de abóbora cozido e reduzido a puré
4 ovos
4 dl de natas
150g de açúcar amarelo
1 colher de café de noz moscada
1 colher de chá de canela
Nozes partidas em pedacinhos qb
Confeção:
 Junte os ovos à abóbora previamente escorrida e reduzida a puré e mexa. Deite o açúcar amarelo. Eu usei açúcar branco porque as caipirinhas consumiram o stock de açúcar amarelo cá de casa durante o verão :-)
Em seguida juntei as especiarias, mexi e deitei as natas e por fim envolvi amêndoas porque não tinha nozes. Adulterei um pouco a receita, mas amanhã vou comparar como fica melhor, quando provar a da escola à tarde e a de casa à noite. Em seguida vou provar as calças e constatar que me estão mais apertadinhas. Não se pode ter o melhor dos dois mundos, certo???
Boas culinárias. 



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Saudável doçura


A minha mãe deu-me uma courgette enoooorme que iria demorar umas quantas sopas a gastar. Como para gratinar prefiro as mais pequenas, pensei em dar-lhe outra utilidade. Falaram-me do bolo de courgette e vai daí, fui à procura da receita. 
Esta é uma daquelas receitas que eu gosto, simples e rápida, que adaptei para fazer na bimby. Além disso, fiz também a dobrar, porque achei que ficaria um bolo pequeno e não me enganei.  Foi assim:
180 g de courgette 
150 g de açúcar 
120 g de óleo
190g de farinha
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela
Raspa de um limão
1/2 colher de chá de sal. 
Na preparação, não estive com grandes cuidados e misturei quase tudo ao mesmo tempo. Segui os preceitos do bolo de cenoura e ralei a courgette, juntei o açúcar e os ovos. Mexi bem, deitei os outros ingredientes, sendo a farinha o ultimo. Foi a cozer a 180º e pronto, saiu um bolinho apetitoso, fofinho e nada, nada seco. Tem um agradável saBor alimão e canela e garanto que nem por sombras sabe a courgette. Este  vou repetir! 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Porto Sentido

Nas nossas férias pelo norte, demos um saltinho até ao Porto e mais uma vez ficámos rendidos a uma cidade magnifica. Gosto das ruas movimentadas com turistas a deambular em cada canto, das mulheres que assistem ao passar dos dias na soleira das portas, do rio que se deixa enamorar por cada ruela da ribeira, das duas margens do Douro que dão as mãos para encantar quem o cruza.  Gosto do seu ar burguês com certo toque provinciano. Gosto e pronto! Claro que as minhas raízes nortenhas traem-me. Não sou indiferente à musica do sotaque das suas gentes, às casas com as suas janelas de guilhotina, aos solares cheios de altivez que resistem ao passar do tempo. E depois há o comercio, as lojas tradicionais que resistem lado a lado com as lojas de todo o lado, as confeitarias e os cafés tradicionais, restaurantes novos numa cidade que surpreende em todas as frentes. 
Nestes saltinho ao Porto, viemos rendidos e cheios de vontade de voltar. Há ainda tanto para ver! E isso é ainda mais aliciante: voltar para ver o que não vimos e depararmos-nos com uma surpresa ao cruzar de cada rua. E viva o Porto. 



Na ribeira, pela manhã, com a ponte D. Luis ao fundo. À direita, espreita a serra do Pilar.



A melhor francesinha do mundo, é no restaurante Lado B. Nós provámos e aprovámos.

sábado, 19 de julho de 2014

Há coisas que não entendo...

Tarde de sábado. Sintra a abarrotar de gente, turistas de outras paragens e turistas lusos. Resolvemos visitar o museu do brinquedo, depois de ter lido que encerrará portas a 31 de Agosto. São 17:35 e acerco-me da bilheteira. "Já estamos encerrados" ouço dizer e a minha cara deve ter sido de espanto. A bilheteira fechara  às 17:30 e o museu fecharia às 18. Resigno-me. Será que num pais de turismo, num centro histórico famoso em todo o mundo, este museu não mereceria um horário de verão? Não sei porque vai fechar, mas até apostaria que é porque tem poucos visitantes. Hoje, perdeu mais alguns

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dia da mãe...

Com filhos crescidos como eu tenho, já há pouca imaginação para o presente do dia da mãe. Cá em casa já houve de tudo, das flores às plantas, do perfume à roupa e ao anel, passando pela bicicleta e pela maquina de costura. Como os carros, as viagens e os barcos não estão contemplados e presentinho na escola só a T. é que faz, os filhotes mais velhos este ano resolveram inovar...e deixar-me de coração cheio! O V. e a sua inseparável guitarra e dotes de compositor musical, o T. com a sua veia poética e a B. com (alguma) rezinguice e a sua voz, juntaram-se e apresentaram-me o seu presente, daqueles que não vou esquecer nunca mais. Através de uma canção, transmitiram-me o seu amor, disseram-me que mães perfeitas não há (e filhos também não), tranquilizaram-me quanto aos meus erros e deram-me alento para enfrentar com mais confiança esta tarefa de educar, de preparar, de incentivar a ir em frente. São quezilentos, briguentos e refilões, não há duvida, mas são ternurentos e doces e isso sabe TÃO BEM!
Obrigada por serem meus filhos, por fazerem de mim vossa mãe e por perdoarem as minhas falhas. Eu também aprendo com vocês todos os dias.  

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A vida nunca mais foi igual...

 Há 19 anos a nossa vida mudou. De uma assentada, fui brindada pela vida e aconcheguei 2 bebés no regaço. Houve logo espaço para ambos,  como houve tempo para tratar de febres a dobrar, de vomitados no mesmo instante, de operações aos adenóides em dose dupla...e houve sorrisos e abraços e gargalhadas e conquistas que duplamente nos encheram de felicidade. Ter gémeos é isto e muito mais. Passaram 19 anos a voar. Os bebés viraram gente, tornaram-se adultos com voz ativa, com opiniões formadas, cheios de certezas próprias de uma fase da vida em que tudo tem que ser como imaginamos. Em pequenos passos, foram vencendo desafios pela mão um do outro, com desavenças e competição à mistura mas com uma cumplicidade que nem sempre é visível mas que está lá. Se voltasse atrás e pudesse escolher, quereria novamente para mim esta alegria de ser mãe em dobro, que tanto exigiu de nós mas que nos deu tantas recompensas. E voltaria a rir á gargalhada, tal como fiz quando o medico me disse com um sorriso "quer mesmo saber o que vai ter? Parabéns, são dois!"

A vida nunca mais foi igual...

 Há 19 anos a nossa vida mudou. De uma assentada, fui brindada pela vida e aconcheguei 2 bebés no regaço. Houve logo espaço para ambos,  como houve tempo para tratar de febres a dobrar, de vomitados no mesmo instante, de operações aos adenóides em dose dupla...e houve sorrisos e abraços e gargalhadas e conquistas que duplamente nos encheram de felicidade. Ter gémeos é isto e muito mais. Passaram 19 anos a voar. Os bebés viraram gente, tornaram-se adultos com voz ativa, com opiniões formadas, cheios de certezas próprias de uma fase da vida em que tudo tem que ser como imaginamos. Em pequenos passos, foram vencendo desafios pela mão um do outro, com desavenças e competição à mistura mas com uma cumplicidade que nem sempre é visível mas que está lá. Se voltasse atrás e pudesse escolher, quereria novamente para mim esta alegria de ser mãe em dobro, que tanto exigiu de nós mas que nos deu tantas recompensas. E voltaria a rir á gargalhada, tal como fiz quando o medico me disse com um sorriso "quer mesmo saber o que vai ter? Parabéns, são dois!"

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Quase gémeas...

Quem disse que 17 anos de diferença entre irmãs é muito tempo, estava redondamente enganado. Na verdade, às vezes parecem duas cópias, iguais como duas gotas de água. A B. pinta as unhas, a pequena T. também quer. A B. vai tomar café com as amigas, a T. chora e bate o pé quando a porta se fecha. A B . tem uma festa que dá direito a uma maior produção no visual e temos a T. sentada na bancada da casa de banho a pedir para pintar os olhos, para pôr colares  e ganchos. Não sei onde isto vai parar, mas se com 23 meses é assim, tenho que me preparar para quando, aos 5 anos, me disser que vai fazer um inter-Rail com o namorado! 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Delírios futebolísticos

A T. passa a correr pela sala, em frente à TV. No écran, imagens de uma manifestação. Volta rapidamente atras, olha e grita: "Porto!", seguindo depois o seu caminho. Vê-se que o irmão T. está a cumprir bem o seu papel e já temos cá em casa mais um dragão! 

Trapalhices

A pequena T. cada dia está mais despachada e integrada nas nossas rotinas. Participa em tudo, tudo é uma festa que só uma ou outra birra deixam antever um caráter forte (ufa!). Faz-se compreender na perfeição, apesar das   poucas palavras completas que diz. Além de pai e mãe, diz Bill, Paula, mala, colo, bolo e bola, avô, avó, meu e sai, que,  aliás, é aquilo que mais diz. Para além disto, há um sem fim de palavras que nós entendemos mas que qualquer outra pessoa terá que recorrer a um dicionário de "teresês". Passo a enumerar:
Tê- Teresa
Titi- Beatriz 
Má- Tomás
Acu ou aque ou whatever- Vasco
Pu- chupa ou qualquer guloseima
Cola- escola
Cola- Coca cola
Gu- iogurte
Ri- Rita
Tóio- António
Cauó-Carolina
Pê- Pedro
Uão- João
Todos os dias, novas palavras vão surgindo, mas basicamente estamos com este vocabulário já adquirido e perfeitamente consolidado. 
E como estimular a aquisição de novo vocabulário e incentivar a que se esforce por dizer as palavras corretamente? Primeiro, é necessário que falemos bem com ela, de forma pausada e sem "bebezices", que é aquilo que fazemos. Depois, motivá-la a ouvir histórias  com um vocabulário simples e adequadas à sua faixa etária e aos seus interesses, que é uma coisa que não lhe falta, porque há sempre alguém lá em casa disponível para " o momento do conto", além das historias da escola. As canções também dão uma ajuda e eu sou constantemente obrigada a por à prova os meus dotes vocais. Por fim, é necessário incentivar a criança a falar, "obrigá-la" a dizer o que pretende, sem nos anteciparmos aos seus desejos, para que ela procure expressar-se sem se sentir intimidada. Isto é também o que fazemos, sem grande sucesso, porque os gritos e os gestos sucedem-se e nada da miúda resolver dizer o que pretende...
Posto isto, resta-me dizer que parece que estamos a fazer tudo corretamente e que cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem. A T. ainda está em "modo de absorção" e quando desatar a falar, não haverá quem a cale!