domingo, 18 de outubro de 2015
Divertida viagem...
20 minutos à espera do autocarro 500. Ele chega e os amigos espanhóis batem palmas: estiveram 1hora à espera😩. Estarmos no autocarro (à pinha) e na paragem seguinte entra um tripeiro que reclama do tempo de espera. O motorista lá responde que a culpa é do Passos Coelho e de quem votou nele. O passageiro, até então zangado, rapidamente se torna solidário do motorista, a quem dão cada vez menos condições de trabalho. Fico a saber que nenhum dos dois votou no P.C. e os dois estão juntos no mesmo barco da insatisfação. Tornam-se amigos. Entretanto, mais à frente, junto à porta de saída, um homem fala num tom de voz acalorado. Sobre quê? O ódio contra os judeus. Motivo: nem uma todinha de 0,20€ põem no túmulo de Aristides S. Mendes. Porque somos assim. Um povo que se agacha, que lambe as botas aos outros, que nem bomba atómica tem, que esconde a piça aos outros países (eh lá!). Uma turista espanhola ouve-o com aparente atenção, aguenta-se com os perdigotos e acena com a cabeça em ar de concordância. Nós, saímos na ribeira a morrer de rir com aquela viagem tão surreal.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Parabéns a você...
O centro comercial Amoreiras ontem fiz anos e houve festa de arromba. O ponto alto foi o concerto do António Zambujo, que cantou e encantou. De repente, senti-me nostálgica e recuei 30 anos no tempo, até ao dia em que li no jornal a notícia da inauguração e das 2h que o governante que a inaugurou tinha demorado a percorrer todo o espaço. De facto, o centro comercial era monumental, imenso, magestoso. Especialmente para quem só tinha o Imaviz ou o centro comercial Alvalade. Era verdadeiramente "uma cidade dentro da cidade".
Eu, com a curiosidade própria dos meus 15 anos, lá fui com a minha mãe alguns dias depois, no dia do meu aniversário, conhecer o lugar de que de falava. Rua acima, era só seguir o fluxo de gente que caminhava para lá. Na porta, as pessoas acotovelavam-se e os corredores estavam apinhados de curiosos. Eu, confesso que fiquei fascinada com o que vi: era a época das croissanterias com croissants de chocolate e doce de ovos, e lá havia. Havia também pizzaria e hambúrgueres, lojas de roupa e de discos, tanta coisa concentrada num único espaço.
Com o passar do tempo, o Amoreiras foi entrando cada vez mais na minha rotina, dos passeios com as amigas aos encontros de namoricos ou nas idas às compras. Depois, algum tempo mais tarde, tornámos-nos ainda mais próximos e ficámos vizinhos de freguesia. Passei a ver as torres logo pela manhã, da minha janela, a correr ao supermercado quando faltava alguma coisa de repente na dispensa, a comprar a roupa para os miúdos (e lá existiam as lojas mais cool dos anos 90!), a ir lá ao cinema, ou simplesmente a fazer tempo enquanto esperava pelos filhos, que já eram pré-adolescentes e tinham direito às primeiras saídas noturnas (e é também o centro comercial deles)
Pelo meio aconteceram muitas mudanças, muitos centros comerciais surgiram, mudaram as lojas, mudaram-se hábitos de consumo, mas o Amoreiras continua a ser o MEU centro comercial. Se há coisas que está enraizada no meu quotidiano, é dar "um saltinho às Amoreiras" e acho que esse hábito não vai mudar tão depressa.
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