Saio da escola para mandar arranjar o gadget de um dos meus filhos.
Mais de 1/2 hora na loja e rumo a outra paragem. Chego à loja seguinte, onde quero trocar um artigo por outro igual do tamanho acima. Nada feito sem talão, diz-me a sra. da loja. Bolas, se fosse na zara estava tudo resolvido e pronto. Mas era 100% português. Pimba! E era mesmo por um artigo igual. E sei o dia em que comprei...e sei quem vendeu. Tem etiqueta e tudo. Nada! Volta com talão ou nada feito! Tanto tempo para estacionar o carro e em vão!
Dirijo-me a casa. Não há lugar para estacionar, nem bem nem mal. Desço a rua, atravesso o largo e os seus demorados semáforos. A T começa a chorar porque quer fazer xixi. Bolas! Quem a mandou beber tanta água na loja de informática??? Subo uma rua, desço outra, viro aqui e ali, passo um amarelo e a miúda continua a chorar. Entro novamente na minha rua no sentido ascendente mas os lugares de estacionamento continuam inexistentes. A miúda chora cada vez mais. Não há tempo a perder e na minha cabeça faço o filme: carro com xixi, tirar a cadeira, carregar com ela para casa, lavar, não secar até amanhã...paro o carro no meio da rua e toca a fazer xixi mesmo ali. Passa uma vizinha que olha, sorri e eu retribuo o sorriso amarelo...cor de urina, talvez.
Coloco-a no carro e seguimos viagem. Dou a volta, desço a rua e consigo parar o carro em frente a um portão (semi-abandonado!).
Rumo à loja do chinês e compro uma coleira, porque o Bill fez o favor de roer a sua num ataque de ciúmes. A dona da loja, simpática, tenta conversar comigo mas estou apressada e saio, com um sorriso fugaz. Rumo à frutaria (do chinês) e compro o que preciso. Maçãs, kiwis, corgette. Dou um saco à T, que adora ajudar. O dos kiwis, mais leve e fácil de transportar...e saímos. Eu, carregada com sacos, mala, dois casacos e uma boneca enorme. Ela, feliz e contente pela rua acima. Até que deixa cair o saco, rebola um kiwi que eu apanho. Apanho o saco, que ela agarra, para logo o deixar novamente cair. E caem TODOS os kiwis, e correm rua abaixo como quem ganha vida e resolve ser dono do próprio destino. E eu corro também! Os lugares de estacionamento que não existiam, existem agora e nem um carro segura os malditos, que teimam em correr. Mas eu corro também e apanho-os, quando ficam imobilizados num canteiro. Agarro-os, agarro o saco, agarro a filha, agarro a chave de casa e é desejo seriamente que alguém me agarre e me deposite no sofá para eu descansar. Há fins de dia difíceis!!!
