terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Trapalhices

A pequena T. cada dia está mais despachada e integrada nas nossas rotinas. Participa em tudo, tudo é uma festa que só uma ou outra birra deixam antever um caráter forte (ufa!). Faz-se compreender na perfeição, apesar das   poucas palavras completas que diz. Além de pai e mãe, diz Bill, Paula, mala, colo, bolo e bola, avô, avó, meu e sai, que,  aliás, é aquilo que mais diz. Para além disto, há um sem fim de palavras que nós entendemos mas que qualquer outra pessoa terá que recorrer a um dicionário de "teresês". Passo a enumerar:
Tê- Teresa
Titi- Beatriz 
Má- Tomás
Acu ou aque ou whatever- Vasco
Pu- chupa ou qualquer guloseima
Cola- escola
Cola- Coca cola
Gu- iogurte
Ri- Rita
Tóio- António
Cauó-Carolina
Pê- Pedro
Uão- João
Todos os dias, novas palavras vão surgindo, mas basicamente estamos com este vocabulário já adquirido e perfeitamente consolidado. 
E como estimular a aquisição de novo vocabulário e incentivar a que se esforce por dizer as palavras corretamente? Primeiro, é necessário que falemos bem com ela, de forma pausada e sem "bebezices", que é aquilo que fazemos. Depois, motivá-la a ouvir histórias  com um vocabulário simples e adequadas à sua faixa etária e aos seus interesses, que é uma coisa que não lhe falta, porque há sempre alguém lá em casa disponível para " o momento do conto", além das historias da escola. As canções também dão uma ajuda e eu sou constantemente obrigada a por à prova os meus dotes vocais. Por fim, é necessário incentivar a criança a falar, "obrigá-la" a dizer o que pretende, sem nos anteciparmos aos seus desejos, para que ela procure expressar-se sem se sentir intimidada. Isto é também o que fazemos, sem grande sucesso, porque os gritos e os gestos sucedem-se e nada da miúda resolver dizer o que pretende...
Posto isto, resta-me dizer que parece que estamos a fazer tudo corretamente e que cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem. A T. ainda está em "modo de absorção" e quando desatar a falar, não haverá quem a cale! 

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