terça-feira, 28 de abril de 2015

Descanse em paz

Após tantas horas de caminhada, tantos momentos a dois, tantas cumplicidades e alegrias partilhadas, ele partiu. Deixou um vazio insubstituível, uma conversa inacabada, uma sinfonia tocada em surdina...e partiu. Deixou-me abandonada à minha sorte, entregue a uma comoção profunda...e partiu! E eu, que não costumo ser rancorosa, travei-me de razões com ele e quis saber o porquê. Abanei-o, insultei-o mas de nada serviu: o derradeiro passo estava dado. Exalou o último suspiro...e partiu. 
Sacana do estupor que se esteve nas tintas para as minhas súplicas. Toma! Pensavas que ficava a lamentar-me e a suplicar quanto tempo? Ja cá canta outro que me vai fazer esquecer de tudo o que vivemos os dois. Sacana! Malvado!
Maldito! Raios partam ó telemóvel que resolveste avariar quando mais precisava de ti! 


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