Eu, com a curiosidade própria dos meus 15 anos, lá fui com a minha mãe alguns dias depois, no dia do meu aniversário, conhecer o lugar de que de falava. Rua acima, era só seguir o fluxo de gente que caminhava para lá. Na porta, as pessoas acotovelavam-se e os corredores estavam apinhados de curiosos. Eu, confesso que fiquei fascinada com o que vi: era a época das croissanterias com croissants de chocolate e doce de ovos, e lá havia. Havia também pizzaria e hambúrgueres, lojas de roupa e de discos, tanta coisa concentrada num único espaço.
Com o passar do tempo, o Amoreiras foi entrando cada vez mais na minha rotina, dos passeios com as amigas aos encontros de namoricos ou nas idas às compras. Depois, algum tempo mais tarde, tornámos-nos ainda mais próximos e ficámos vizinhos de freguesia. Passei a ver as torres logo pela manhã, da minha janela, a correr ao supermercado quando faltava alguma coisa de repente na dispensa, a comprar a roupa para os miúdos (e lá existiam as lojas mais cool dos anos 90!), a ir lá ao cinema, ou simplesmente a fazer tempo enquanto esperava pelos filhos, que já eram pré-adolescentes e tinham direito às primeiras saídas noturnas (e é também o centro comercial deles)
Pelo meio aconteceram muitas mudanças, muitos centros comerciais surgiram, mudaram as lojas, mudaram-se hábitos de consumo, mas o Amoreiras continua a ser o MEU centro comercial. Se há coisas que está enraizada no meu quotidiano, é dar "um saltinho às Amoreiras" e acho que esse hábito não vai mudar tão depressa.

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